terça-feira, 14 de abril de 2015

Dizeres de Ficção



       Abaixo segue alguns pensamentos sobre ficção e ficção e história, muitos dos quais direcionam minha caminhada nessa linha. Espero que também possam contribuir com a caminhada de quem as ler.
       Essas frases são instigadoras, nos fazem refletir quanto a ficção, e seu lugar nos estudos acadêmicos, mas também nos faz refletir no seu uso em sala de aula.






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ficção e ensino de história

Como o professor de História busca a aprendizagem em seus alunos? Este é um questionamento pertinente e merecedor de uma reflexão mais aprofundada, vemos que ao professor cabe buscar desenvolver certas habilidades em seus alunos. Encontramos nos escritos de Seffner um direcionamento muito interessante para os professores de história. Para Seffner o bom professor (a) de história deve buscar em seus alunos:
 [...] - possibilitar que o aluno se interrogue sobre sua própria historicidade, inserida aí sua estrutura familiar, a sociedade ao qual pertence o país, ou seja, fazer o aluno preocupar-se com a construção de sua identidade social, e as relações que o prendem aos outros, os discursos onde está inserido, etc.; - fazer com que o aluno se capacite a realizar uma reflexão de natureza histórica acerca do mundo que o rodeia, efetuando uma “leitura histórica do mundo”; - auxiliar na construção de um raciocínio de natureza critica e mobilizadora, que aponte para o futuro [...] (SEFFNER, 2000. p. 268-269).

Diante desse entendimento, que Seffner nos traz sobre as habilidades que o professor (a) de história deve buscar nos seus alunos, entende-se que não se pode mais, simplesmente, trazer aos alunos conteúdos de forma alienante no sentido de não obterem compreensão do que está se vendo, isto é, de forma a não fazer os educandos se verem como sujeitos históricos. Muito pelo contrário, temos que trazer a história aos alunos de forma que possibilite a libertação do saber histórico, ou seja, temos que apresentar aos educandos a história em uma configuração a qual eles possam se identificar como sujeitos históricos.
Logo, levar aos alunos aulas que fujam do seu cotidiano são aulas que serão proveitosas e agradáveis. Para isso, nada melhor que a ficção, no entanto, o professor deve ter domínio da ficção que escolheu levar para os alunos, se for cinema, tem que ter conhecimentos de cinema, assuntos técnicos, pois eles darão aporte teórico para direcionar as reflexões que surgiram em aula. A mesma coisa se aplica para a produção da escrita, nesse caso a escrita criativa, sem se preocupar com as tradicionais redações, o professor pode pedir aos alunos que criem uma fabula, uma crônica, um conto, com base no que viram em sala de aula. 
As possibilidades de trabalho são enormes, o professorado pode explorar esse ramo, trabalhar sua criatividade, e principalmente a criatividade dos seus alunos.

Referências:

SEFFNER, Fernando. Teoria, metodologia e ensino de História. In: GUAZZELLI, Cesar A. B. et al. Questões de teoria e metodologia da história. Porto Alegre Ed. Da Universidade, 2000, p. 257 – 288.

A ficção em sala de aula

       Não encontrei, até esse momento, vídeos que tratem especificamente de história e ficção na sala de aula, mas o segundo bloco desse programa é bem interessante;
        O programa Educação Brasileira da univesp TV, no seu 2º bloco. Ederson Granetto entrevista Adalberto Anderlini, que defendeu tese de mestrado na USP sobre experiência para tornar mais atraentes as aulas de Física no Ensino Médio. O professor de Física resolveu usar a leitura de textos de ficção científica para falar sobre Ciência na sala de aula.
        Vale muito apena ver, mesmo se tratando de física, a entrevista é, de forma geral, bem ampla, podendo levar a qualquer professor, de qualquer disciplina trabalhar com a ficção, bastando apenas utilizar seus próprios gostos e preferências, a questão maior é, tornar as aulas interessantes para os alunos. 


Ficção e Ensino

        As várias formas de ficção – incluindo aqui as Histórias em Quadrinhos, filmes, contos, romances literários, seriados, telenovelas, dentre outros – são um fenômeno que perpassa, a história da civilização humana, misturando, muitas vezes, realidade e fantasia nas suas narrativas. Por isso, conforme nos fala Chartier (2009, p. 24) “a ficção em todas as suas formas (míticas, literárias, metafóricas) é um discurso que ‘informa do real’, ou sobre ele. Porém, sem pretender representá-lo”. Pensando didaticamente o próprio conceito acima nos dá caminhos em que podemos traçar para a utilização deste em sala de aula, pois quando ele diz “todas as suas formas” ele indica, indiretamente, já que seu objetivo quando construido o conceito não estava voltada para a educação, uma variada gama de produções humanas que são possíveis de utilização em sala de aula. Assim sendo, evidencia-se como ferramenta passível de estudos acadêmicos e de utilização em sala de aula como recurso didático para o ensino aprendizagem.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ficção e História: uma breve reflexão.

A produção ficcional caminha paralela aos fatos históricos, são, muitas vezes, responsáveis pelo despertar do "querer saber mais" das pessoas, um bom exemplo disto é o que acontece com o filme The Matrix, onde é abordado uma miríade de temas que despertam a curiosidade e nos fazem ir atrás de mais informação, saber as origens daquilo que fora dito em uma, ou varias cenas do filme.
Ficção e história estão ligadas, a ficção se utiliza da história para criar arte, e por muitas vezes questionar, criticar algo. A história, por sua vez, pode se utilizar da ficção para verificar um determinado ponto de vista de uma sociedade no ato de criação daquela ficção. Abaixo segue uma pequena reflexão minha quanto ao filme já supracitado. 
o questionamento que a personagem Morfeu faz para a personagem Neo quando este descobre a verdade quanto à situação da humanidade, no mega sucesso cinematográfico “The Matrix”: “[...] O que é real? Como você define o que é real? [...]”. (The Matrix. 1999). Diante do que é posto na fala de Morfeu pode-se constatar a importância da ficção para a representação da realidade, pois a Matrix é a representação de uma realidade. O referido filme pode ser entendido, dentre outras possibilidades, uma representação do medo existente na sociedade quanto ao desenvolvimento vertiginoso da tecnologia aliada a inúmeras fábulas sobre o fim do mundo, ocorrentes em diversas culturas ao longo da história.