Como o professor de História busca a aprendizagem em seus alunos? Este é um questionamento pertinente e merecedor de uma reflexão mais aprofundada, vemos que ao professor cabe buscar desenvolver certas habilidades em seus alunos. Encontramos nos escritos de Seffner um direcionamento muito interessante para os professores de história. Para Seffner o bom professor (a) de história deve buscar em seus alunos:
[...] - possibilitar que o aluno se interrogue sobre sua própria historicidade, inserida aí sua estrutura familiar, a sociedade ao qual pertence o país, ou seja, fazer o aluno preocupar-se com a construção de sua identidade social, e as relações que o prendem aos outros, os discursos onde está inserido, etc.; - fazer com que o aluno se capacite a realizar uma reflexão de natureza histórica acerca do mundo que o rodeia, efetuando uma “leitura histórica do mundo”; - auxiliar na construção de um raciocínio de natureza critica e mobilizadora, que aponte para o futuro [...] (SEFFNER, 2000. p. 268-269).
Diante desse entendimento, que Seffner nos traz sobre as habilidades que o professor (a) de história deve buscar nos seus alunos, entende-se que não se pode mais, simplesmente, trazer aos alunos conteúdos de forma alienante no sentido de não obterem compreensão do que está se vendo, isto é, de forma a não fazer os educandos se verem como sujeitos históricos. Muito pelo contrário, temos que trazer a história aos alunos de forma que possibilite a libertação do saber histórico, ou seja, temos que apresentar aos educandos a história em uma configuração a qual eles possam se identificar como sujeitos históricos.
Logo, levar aos alunos aulas que fujam do seu cotidiano são aulas que serão proveitosas e agradáveis. Para isso, nada melhor que a ficção, no entanto, o professor deve ter domínio da ficção que escolheu levar para os alunos, se for cinema, tem que ter conhecimentos de cinema, assuntos técnicos, pois eles darão aporte teórico para direcionar as reflexões que surgiram em aula. A mesma coisa se aplica para a produção da escrita, nesse caso a escrita criativa, sem se preocupar com as tradicionais redações, o professor pode pedir aos alunos que criem uma fabula, uma crônica, um conto, com base no que viram em sala de aula.
As possibilidades de trabalho são enormes, o professorado pode explorar esse ramo, trabalhar sua criatividade, e principalmente a criatividade dos seus alunos.
Referências:
SEFFNER,
Fernando. Teoria, metodologia e ensino de História. In:
GUAZZELLI, Cesar A. B. et al. Questões de teoria e
metodologia da história. Porto Alegre Ed. Da Universidade, 2000,
p. 257 – 288.